VOCÊ COSTUMA SE LAMENTAR?
Muitas pessoas estão buscando a
Doutrina Espírita, e a prova disso é que as Casas estão lotadas. A maioria são
frequentadores e praticantes, mas muitos estão na busca de auxílio.
Todas
trazem algum problema que os afligem, buscando o entendimento para as suas
aflições, como: o desencarne de um familiar, desentendimentos em vistas de
heranças deixadas, desajustes em família, depressão...
Mas o que mais nos chama
a atenção são as pessoas que buscam respostas para a doença que bateu à sua
porta. Acham que Deus as esqueceu ou que estão sendo castigadas. Sabemos que
Deus nos ama e não castiga, não violenta, mas educa.
E, por assim ser, não são
punições celestiais e sim uma programação de que nos chegam através das aulas
da vida, que nos fazem sofrer, mas é provação e que todos passaremos por esta
“porta”.
As pessoas questionam sobre
tudo que conquistaram de material durante a sua vida, suas dificuldades, seus
sacrifícios para terem o que tem hoje, mas o principal, que é a saúde está indo
embora. Aí vem o desespero. Muitas sentem-se arrependidas daquilo que deixaram
de fazer, de perdoar, de não ter magoado e por aí afora...
A cuidadora de pacientes
terminais, Bronnie Ware, escreveu o livro: “Antes de Partir”, contando a
respeito do assunto, e identificou cinco lamentos mais frequentes de pessoas
diante da morte: “ Desejaria ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira para mim mesma, não a vida
que os outros esperavam de mim.” “ Desejaria não ter trabalhado tanto”.
“Desejaria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.” “Desejaria ter
ficado em contato com meus amigos.” “ Desejaria ter-me permitido ser mais
feliz”.
Vejam, caros leitores, estes
lamentos de irmãos nossos que só deram-se conta nesta hora difícil, na qual
todos iremos passar. Perguntamos: Qual seria o nosso lamento se hoje
estivéssemos em estado terminal?
Temos tempo para despertarmos
para as mudanças que ainda podemos fazer. Não vamos esperar a hora derradeira
para pedirmos perdão, para perdoarmos, para dizer aos nossos amados que os
amamos, para dizermos aos nossos filhos que eles foram a luz de nossas vidas,
para agradecermos a Deus pela oportunidade desta encarnação, pelas provas e
pelas as alegrias também.
Deixemos de lado todas as mágoas e ingratidões e
tantas outras mazelas. Vivamos, a partir de agora e que nenhum lamento nos
surpreenda na hora da partida, e que apenas o amor e a gratidão fiquem
estampados em nosso rosto.
E agora, lhe pergunto: Você
costuma se lamentar? Vamos dar valor as belezas que a vida nos proporciona, e
que só depois de perdê-la, é que vamos dar o verdadeiro valor.
Com esta reflexão, deixo o meu
carinho e até terça-feira.
PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid




