quarta-feira, 25 de abril de 2018

PRESENÇA ESPÍRITA 2018-04-24 - Você costuma se lamentar?


VOCÊ COSTUMA SE LAMENTAR?

Muitas pessoas estão buscando a Doutrina Espírita, e a prova disso é que as Casas estão lotadas. A maioria são frequentadores e praticantes, mas muitos estão na busca de auxílio. 

Todas trazem algum problema que os afligem, buscando o entendimento para as suas aflições, como: o desencarne de um familiar, desentendimentos em vistas de heranças deixadas, desajustes em família, depressão... 

Mas o que mais nos chama a atenção são as pessoas que buscam respostas para a doença que bateu à sua porta. Acham que Deus as esqueceu ou que estão sendo castigadas. Sabemos que Deus nos ama e não castiga, não violenta, mas educa. 

E, por assim ser, não são punições celestiais e sim uma programação de que nos chegam através das aulas da vida, que nos fazem sofrer, mas é provação e que todos passaremos por esta “porta”. 

As pessoas  questionam sobre tudo que conquistaram de material durante a sua vida, suas dificuldades, seus sacrifícios para terem o que tem hoje, mas o principal, que é a saúde está indo embora. Aí vem o desespero. Muitas sentem-se arrependidas daquilo que deixaram de fazer, de perdoar, de não ter magoado e por aí afora...

A cuidadora de pacientes terminais, Bronnie Ware, escreveu o livro: “Antes de Partir”, contando a respeito do assunto, e identificou cinco lamentos mais frequentes de pessoas diante da morte: “ Desejaria ter tido a coragem de viver uma  vida verdadeira para mim mesma, não a vida que os outros esperavam de mim.” “ Desejaria não ter trabalhado tanto”. “Desejaria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.” “Desejaria ter ficado em contato com meus amigos.” “ Desejaria ter-me permitido ser mais feliz”.

Vejam, caros leitores, estes lamentos de irmãos nossos que só deram-se conta nesta hora difícil, na qual todos iremos passar. Perguntamos: Qual seria o nosso lamento se hoje estivéssemos em estado terminal?

Temos tempo para despertarmos para as mudanças que ainda podemos fazer. Não vamos esperar a hora derradeira para pedirmos perdão, para perdoarmos, para dizer aos nossos amados que os amamos, para dizermos aos nossos filhos que eles foram a luz de nossas vidas, para agradecermos a Deus pela oportunidade desta encarnação, pelas provas e pelas as alegrias também. 

Deixemos de lado todas as mágoas e ingratidões e tantas outras mazelas. Vivamos, a partir de agora e que nenhum lamento nos surpreenda na hora da partida, e que apenas o amor e a gratidão fiquem estampados em nosso rosto.

E agora, lhe pergunto: Você costuma se lamentar? Vamos dar valor as belezas que a vida nos proporciona, e que só depois de perdê-la, é que vamos dar o verdadeiro valor.
Com esta reflexão, deixo o meu carinho e até terça-feira.

PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid

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