PLANTAÇÃO E COLHEITA
Muitas pessoas ficam
impressionadas quando escutam que a plantação é facultativa, mas a colheita é
obrigatória. Dizem até que é castigo divino. Deus não castiga ninguém, Ele, nos
ama. ”O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles”. Essa é a
Lei de Amor, a lei divina que deve reger nossa existência e está escrita em nossa consciência.
Nem todos a
compreendem. Aqueles que a entendem melhor são os homens de bem, que procuram
praticá-la e nossa inteligência nos permite distinguir o bem do mal.
As Leis
Divinas corrigem os nossos erros e excessos, sentimo-nos mal e adoecemos. Deus
nos dá a justa medida do que necessitamos. A Lei de Deus é a mesma para todos.
Se praticarmos o mal, não seremos poupados: plantamos o que desejamos, mas
colheremos, inevitavelmente a mesma natureza daquilo que semeamos...
Muitas
vezes, plantamos hoje o que iremos colher em outra encarnação. Vamos receber o
retorno dos nossos atos. Safra de amor ou de angústia e dor- depende apenas de
nos mesmos, do nosso livre arbítrio.
Existem aqueles que padecem
terríveis necessidades, como também há aqueles que, desejando provar a própria
resignação diante de Deus, reencarnam em condições difíceis e nos dando
exemplos de fé e perseverança.
Todos aqueles que reencarnam recebem
oportunidades de progresso, resgatando os males que cometeram. Temos ainda
informações, através da mediunidade, que muitos espíritos pedem para virem
nestas condições difíceis; uns paraplégicos, outros surdos, mudos, com total
hidrocefalias, e no entanto, a vida está aí, ela continua... mas não estamos
aqui para julgarmos ninguém.
Todos terão oportunidades de progresso, na
reencarnação e voltam, alguns, empreendendo a semeadura do bem, depois de
atravessarem o terreno que cultivaram com as sementes da dor. Convivemos com
pessoas amargas, que reclamam de tudo e de todos, que são ásperas, carrancudas
e egoístas, que se dizem não precisar de ninguém., mas no futuro colherão estes
frutos amargos que eles mesmos plantaram.
Não cabe julgá-los, mas ampará-los
com preces e vibrações, pedindo a Deus que os ilumine, para que possam
arrepender-se, e quem sabe, modificar seu comportamento, ainda nesta
encarnação. Pensemos melhor, mas não vamos ferir o nosso irmão com frases mal
empregadas, como: Você está colhendo o que plantou!
É muito triste ouvirmos
desta maneira. Sejamos mais benevolentes com o irmão, usando um tom de voz mais
doce, mais bondosa: “Tudo passa, querido irmão, mas não esqueças que a
semeadura é facultativa mas a colheita é obrigatória!” E tenham certeza, o
entendimento ficará no coração daquele que está ouvindo.
Nosso querido Chico Xavier, recomenda:
”Acendamos a luz, onde as trevas se adensem; articulemos tolerância, ao pé da
agressividade; envolvamos as farpas da cólera em algodão de brandura;
conduzamos a paz por fonte viva sobre a discórdia, toda vez que a discórdia se
faça incêndio destruidor. Você pode!”
Aos queridos leitores, amigos e
ouvintes, deixo o meu carinho, e até terça-feira. Muita paz!
PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid

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