Esta semana, um irmão nosso,
muito triste veio desabafar sobre um desconforto que estava vivendo. Dizia ele,
que um familiar seu estava sendo muito ingrato em relação à sua pessoa. E é sobre este tema que abordaremos o porquê
deste sentimento que ocorre, na maioria da vezes, por familiares, por
amigos.
A gratidão é um sentimento
grandioso, mas muito escasso nos dias de hoje. Primeiramente, o que realmente é
o mais importante é procurarmos fazer o bem a todos que cruzarem em nosso
caminho, sem esperar nenhuma recompensa e nenhum reconhecimento.
Não nos
revoltarmos contra atos infelizes de amigos, familiares, companheiros de
trabalho que retribuem com a indiferença, com o orgulho, todo o bem recebido. A
nossa doação deve ser sempre desinteressada e sem esperar benefícios em troca,
pois se o fizermos estaremos sendo egoístas e quem cobra gratidão é vendedor do
bem.
Os benefícios sempre abrandam os mais duros corações e se forem esquecidos neste plano, com certeza
no outro plano não o serão.
Se soprarem decepções por um
motivo ou outro, não vamos nos desencorajarmos, se solicitados pela mesma
pessoa, vamos ajudá-lo sem interesses. É difícil, sim, mas o que conta é a
nossa consciência, o nosso bem estar com Deus.
Os melindres, os
desentendimentos, as mágoas, aparecem sempre quando cobramos a amizade, o
respeito, a consideração e a compreensão daqueles que ajudamos. A ingratidão
nos traz doenças da alma e todos nós, se ficarmos com ela, não estaremos
imunes.
Todos os que se doam em benefício
de um filho, do pai, da mãe, de um amigo, de um carente desconhecido, jamais devem
pensar em retribuição. Vamos servir sem perguntar, amparar com amor, socorrer
quem realmente precisa naquele momento. Por que pensarmos em retribuições, em
cobranças posteriores, em benefícios futuros?
Sejamos gratos a Deus, todos os
dias, pela nossa vida, pela nossa saúde, por estarmos falando, andando, ouvindo;
sejamos gratos em podermos consolar os aflitos que nos procuram buscando uma
palavra amiga que lhes conforte o coração. Isso é gratidão.
Não vamos ser
cobradores das nossas boas ações; não vamos trocar o nosso modo de agir e de
ser àquelas pessoas que nos magoam, ao contrário, sejamos sempre aquela mesma
pessoa. Vamos seguir o que recomenda nosso querido Chico Xavier. “Se o ingrato
percebesse o fel de amargura que lhe invadirá mais tarde o coração, não
perpetuaria o delito da indiferença.” Sirvamos e esqueçamos os ingratos, pois
mais cedo ou mais tarde, se defrontará com o tribunal da própria consciência.
Não tenhamos constrangimento de pedirmos perdão, às ingratidões que às vezes
cometemos, e acreditemos que o leme do nosso coração cada vez mais se abrirá
para o nosso crescimento espiritual, pois as lições de vida da nossa passagem ,
neste vestibular é o que nos oferecerá novas oportunidades de melhoria
interior.
PRESENÇA ESPÍRITA


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