Há algum tempo na Casa Espírita,
recebemos em atendimento, um irmão que até
então não nos era conhecido. Dizia ele, não ser morador da nossa cidade,
mas que estava em visitas na casa de amigos e que os mesmos o convidaram para
ir à procura de ajuda.
Ali estava um irmão, meia idade, triste, olhar distante,
dizendo ser uma pessoa muito rica e de alto poder aquisitivo, e que após muito
trabalho conseguira realizar todos os seus sonhos materiais, mas se sentia
muito infeliz, estava só e sentia que a vida não valia mais a pena.
Ouvimos
aquele irmão com muita atenção e após o seu desabafo percebemos que aquele
desejo de ter sempre mais acelerou uma ambição desenfreada, ocasionando assim
uma grande insatisfação pela vida, já que todo aquele desejo do “ter” fez
esquecê-lo do “ser”. Aquela felicidade era passageira, podia comprar o que
queria não importando os valores, mas logo sentia que tudo aquilo não o
deixava mais feliz.
Todos sabemos que devemos
aprender a dar valor à nossa verdadeira propriedade, que são os bens da alma:
inteligência, conhecimento e qualidades morais. Todos nós quando sairmos daqui
não levaremos nada do que é material, somos apenas usufrutuário. No plano
espiritual a maior riqueza que podemos levar é a caridade, isto é, todo bem
realizado em favor do nosso próximo.
A verdade está bem próxima de
nós. Todos os dias estão sendo mostrados grandes personalidades desencarnando,
cheios de bens, troféus, homenagens, flores, placas... O homem de posses, se
realmente aproveitar a sua caminhada no plano terreno, deve pensar, trabalhar e
agir na prática do bem sem causar nenhum dano a ninguém, pois, após a morte
prestará contas de todo o dinheiro mal ganho. Infelizmente, vivemos num mundo
carente de valores éticos e morais.
O ser humano quer ganhar a vida de qualquer
maneira, procurando um meio de tirar vantagem, mas esquecem do tribunal da
consciência, que mais cedo mais tarde ela será cobrada. Nenhum bem material,
nem cargos, nem destaque social e político vai nos deixar vivermos felizes
escutando o choro e lamentos das pessoas a qual prejudicamos. Viver em paz é
ter a consciência tranquila, e se assim agirmos a felicidade chegará.
Se ainda der tempo, vamos driblar
estas ansiedades, tristezas e desalentos, buscando ajuda na religião, na família, com amigos,
mas jamais entrarmos no “buraco” do desespero. O tempo nosso é curto mas todos
temos uma oportunidade da REAVALIAÇÃO da nossa vida.
Não desanimemos de caminhar ao
nosso aprimoramento. Vamos aprender com novas lições. As dificuldades, os
espinhos que passarem em nossa vida, são provas que se passadas com fé em Deus
serão sanadas, com certeza. Confiemos que o Mestre Jesus segue sempre à nossa
frente, pela nossa vitória. Estejamos seguros e alertas para as dificuldades da
caminhada, mas sempre levando em nosso coração, que o mais importante é termos
a consciência tranquila para o que der e vier.
PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid


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