COM CERTEZA SEREMOS O IDOSO DE
AMANHÃ!
Quando falamos em educação em
família, pensamos no ângulo de que pais possuem a responsabilidade de cuidar, assistir e
amparar seus filhos. Mas é necessário ver também outra questão inversa: a
obrigação de os filhos cuidarem, assistirem e ampararem os pais.
Sabemos que são os nossos pais
que nos orientam para a caminhada da vida, mas a sociedade materialista que
vivemos nos mostra que mais tarde são visto como estorvo.
Muitos filhos encaram
seus idosos como obstáculos e com isto, vemos hoje, um grande número de idosos
em asilos, exceto alguns casos de necessidade, e que estes abandonados pela
família são “depositados”, para lá serem cuidados.
Muitos não imaginam o triste
destino que os aguarda nesta e noutras vidas, para que a dor, como recurso
educativo, lhe ensine o valor da gratidão de filho. Quando falamos em dar
assistência aos pais, temos exemplos deploráveis de filhos que abandonam sua mãe, por motivos fúteis, herança...,
cuidados por estranhos.
É o que vemos todos os dias. Pessoas que chegam à Casa
Espírita, desesperadas buscando um consolo, por tamanho comportamento. E o que
dizer? O mais importante é termos a nossa consciência tranquila, se devemos ter
caridade para com o próximo, esquecendo o mal, sendo indulgentes, perdoando,
compreendendo, auxiliando: Allan Kardec, reforça: “quão maiores não há de ser
essas obrigações, em se tratando de filhos para com os pais. Todo procedimento
condenável em relação aos estranhos, mais condenável se torna para com os
pais.”
O procedimento dos filhos com os
pais tem de ser dentro dos preceitos de Cristo em relação ao próximo. Juntarmos amor e respeito, estima,
obediência, assisti-los em suas necessidades, proporcionar-lhes repouso na
velhice, cercá-los de solicitude, e muito mais... Sigamos as recomendações do
nosso querido Chico Xavier: “Nunca desestime a importância dos outros".
Frequentemente só pensamos na crítica com que os outros nos possam alvejar,
esquecendo-nos de que é igualmente dos outros que recebemos a força de viver.
Pense nos outros, não em termos de angelitude ou perversidade, mas na condição
de seres humanos com necessidades e sonhos, problemas e lutas semelhantes aos
seus”. Pensemos seriamente nesta
reflexão, já que estamos na data comemorativa às mães.
Aos queridos leitores e amigos
deixo o meu carinho, e um abraço fraterno aos vovôs e vovós das nossas casas de
repouso. Muita paz!
PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid


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