AS DORES DAS PERDAS
A dor, embora não desejada, tem
uma ação transformadora em nossa vida. E ninguém escapa por estes momentos, e
quantas vezes não entendemos o motivo desta chegada, pois a aceitação é muito
difícil, porque somos envolvidos pelo sentimento da revolta.
Todas as indagações nos chegam
com um sofrimento dolorido em nossa alma. Indagações como: “Porque eu? O que
fiz? Só faço o bem? Porque Deus me abandonou?” A dor não machuca somente os culpados,
em nosso mundo, o homem honrado sofre tanto quanto o mau.
O desespero é uma
porta aberta a maiores tempestades. Pela irresignação, achamos que estamos
passando por um castigo. De nada vai adiantar as lamentações, as revoltas, as
brigas em família, os desajustes emocionais, se não aceitarmos a realidade,
jamais mudaremos coisa alguma em nossa vida, principalmente quando na perda de
um ente querido. Pela força de sentimentos de ligação, laços espirituais se
formaram ao longo do tempo e a morte não é capaz de destruí-los.
O espírito, após a sua passagem
para a Vida Maior, precisa de ânimo, de prece, de perdão, porque ele também
sente a dor da separação. Eles sentem a nossa angústia, e isto não faz bem a
eles. Jesus deu-nos provas de que a vida continua depois da morte, ao aparecer
para seus discípulos após a crucificação. Assim ocorre com os nossos entes que
já partiram, não morreram, apenas partiram mais cedo do que nós.
Aparecem aos
vivos, mandam mensagens escritas e verbais, aparecem em nossos sonhos, e falam
aos nossos ouvidos, dando testemunho da continuidade da vida. A dor é
transitória e a doença também. Nossos afetos queridos continuam vivos na
dimensão espiritual, a despeito da doença incurável, do vício mortal, do
acidente trágico e outros incidentes.
Por tudo isso, sigamos os
conselhos de Emmanuel, através de Chico Xavier: “Pensa neles com a saudade
convertida em oração, as tuas preces de amor representam acordes de esperança e
devotamento, despertando-os para visões mais altas da vida.”
PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid


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