NOSSAS CRIANÇAS ESPECIAIS
Novamente vamos abordar um
assunto que jamais deixaremos de louvar. Nossa querida professora, Janira Mânica, grande lutadora, fundadora e
defensora da nossa APAE, faz um chamamento através da imprensa sobre a semana
nacional da pessoa com deficiência, além de uma grande e diversificadas ações
relativas aos alunos.
Sabemos que a inclusão destas
crianças em classes que chamam de “normais”, precisam e dependem de
necessidades especiais individuais.
Neste momento as TVs estão fazendo
chamamentos para “Criança Esperança”,
nada contra, mas então perguntamos: Por
que não darmos esse olhar às nossas crianças da APAE de Santo Ângelo?
Ali está
aquele majestoso lugar, construído com a ajuda da nossa comunidade e
benfeitores anônimos, com professores especializados, salas apropriadas e com
uma estrutura toda própria para as nossas crianças especiais.
Abordamos o assunto, visto que
também tivemos um irmão, na família, que desencarnou com 47 anos. Nasceu hidrocefálico (crânio
grande), nunca andou e nunca falou, isto é, falava e entendia pelos olhos.
Viveu cercado de amor, carinho e atendimento médico (abro um parêntese para
declinar o nome do querido médico Dr.
Pedro Paulo Moro), que muita dedicação deu ao meu irmão, bem como para toda a
família. Sentimos todas as dificuldades da época, já que precisava de cuidados
especiais em casa.
E como temos um vasto relacionamento, também ouvimos muitos
lamentos de mães inconformadas, de pais que abandonaram a sua família por terem
um filho(a) especial, deixando a mercê de mães que não medem esforços para os
cuidados.
Certa vez, nosso querido Chico
Xavier foi questionado sobre estas crianças e perguntaram a ele: Chico, dentro
da evolução espiritualista, que fazem elas sobre a face da terra, além de
sofrer e de inspirar piedade aos que as cercam, aos que as abrigam, aos que
asilam, aos que as protegem e aos que as mantém? “... muitas vezes a idiotia
não é senão o processo de internação que solicitamos, por nós mesmos, para que
venhamos a entrar num período de autotratamento intensivo.
Estas crianças que muitos chamam de
retardadas sentem e ouvem, registram e sabem de que modo estão sendo tratadas;
elas vêm somente com aqueles que são capazes de amá-la e ajudá-la a passar
aquele transe temporário”.
O que dizer a estas queridas mães? Esqueçam os
momentos tristes e de abandono. Vocês é que são ESPECIAIS. Tenham fé em Deus e
nos atendentes desta Instituição que tudo se tornará mais fácil e nunca
esqueçam: “A maternidade é um privilégio que Deus concedeu à mulher, mas os
filhos especiais são confiados tão somente
às grandes mulheres que têm
capacidade de amar até o infinito.(Chico Xavier).
PRESENÇA ESPÍRITA
Texto: Maria Loní Madrid


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