QUANTOS AMIGOS TENHO?
Como voluntária da Liga Feminina
de Combate ao Câncer, escuto muitas histórias das nossas pacientes. Hoje vou
relatar uma história que uma amiga, muito querida, que também passou pela
quimioterapia em Porto Alegre.
Dizia ela: Conheci uma moça, solteira, e que
quando saudável, recebia em todos os finais de semana, mais ou menos uns trinta
colegas para fazer festas em seu apartamento. Quando ficou sabendo que estava
com câncer, todos sumiram, ficando somente com três amigos: o telefone, a TV e
o motorista do táxi, pois ele a ajudava a subir e descer as escadas a cada
sessão de quimioterapia.
O carro desta paciente, estava na garagem há mais de
três anos, sem andar. Tinha uma irmã, do outro lado da cidade, que raras vezes
a visitava. Então, o questionamento: Vejam, o que acontece com a gente quando
ficamos doentes. Cadê os amigos? Estas e muitas outras indagações chegavam à mente
desta moça. Doente, abandonada pelos “amigos”...
Certa vez, Chico Xavier foi
indagado a respeito dessa doença e se a cura viria através de médiuns ou
médicos? Ele respondeu: “Acreditamos que a cura do câncer para ser válida deve
chegar até nós através de médicos humanitários, porquanto uma realização
dessas, na expressão positiva com que deve se apresentar, pertence ao domínio
da ciência médica, que há tanto tempo se empenha em trazer ao mundo essa
conquista.
Aqui, cabe pensar: médicos, sejam por médicos entendidos porque
estamos certos de que os cientistas desencarnados estão auxiliando aos
cientistas da Terra que se consagram ao bem".
Reflitamos sobre a história
narrada. Todos nós nos assustamos quando sabedores desta doença, que é
terrível, mas se entrarmos em desespero a tendência é piorar. Tenhamos fé,
procuremos pessoas e conversações otimistas, fujamos das pessoas negativas,
procuremos ler textos de autoajuda, busquemos a nossa religião e acreditemos em
nosso médico terreno.
Se pudermos fazer um pouquinho disso, tenhamos a certeza
que seremos curados. Confiança em Deus, acima de tudo. Confiança na medicina
terrena que evoluiu muito. Não vamos chorar pelos amigos que nos deixaram.
Não
eram nossos amigos, eram somente conhecidos e colegas. Não vale a pena
lembrá-los. Cultivemos, com muito carinho, aqueles que permaneceram conosco,
estes si, são nossos amigos! Acreditem na mensagem da nossa querida Teresa de
Calcutá, que recomenda: ”Enquanto estiveres viva, sente-te viva. Não vivas de
fotografias amarelecidas. Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti.
Faze com que, em vez de pena, te tenham respeito. Quando já não conseguires
caminhar, usa uma bengala. MAS NUNCA TE DETENHAS!".
Aos queridos leitores(as) deixo o
meu carinho, e o incentivo da coragem, do amor e de ser mulher com paz e
dignidade. Muita força! Até terça-feira.
PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid


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