quarta-feira, 23 de outubro de 2019

PRESENÇA ESPÍRITA 2019-10-22 - Quantos amigos tenho?


Estamos vivendo o outubro rosa, e como voluntária da Liga Feminina de Combate ao câncer, somos rosa o ano inteiro, escutando histórias das nossas e nossos pacientes, relembramos relatos emocionantes, e dentre eles, seguidamente encontramos uma paciente, que se tornou nossa  amiga, é a dona Olga.   
Podemos dizer que a dona Olga é uma paciente vitoriosa pelo seu otimismo e pela sua perseverança em relação a doença. Ela, é um exemplo de vida. 

Quando a conhecemos, na sala de quimioterapia, ela nos relatou uma história que viveu em Porto Alegre, quando no início do seu tratamento, dizia ela: “Conheci uma moça, solteira e que, quando saudável, recebia em todos os finais de semana, mais ou menos umas trinta colegas para confraternizar em seu apartamento. Eram encontros maravilhosos. 

Quando ficou sabendo que estava com câncer, todas sumiram, ficando somente com três amigos: o telefone, a televisão e o motorista do táxi, pois ele a ajudava a subir e a descer as escadas, a cada sessão de quimioterapia. O carro dela, estava na garagem, parado há três anos. Tinha um irmã, do outro lado da cidade, que raras vezes a visitava. Ela, então se questionava: Vejam, o que acontece com a gente quando ficamos doentes ? Cadê os amigos?”

Quantas indagações chegavam na mente desta paciente, doente e abandonada por aqueles que se diziam seus amigos. Tristeza, desalento e infelicidade. Nosso querido Chico Xavier, certa vez foi perguntado a respeito desta doença e se a cura viria através de médiuns ou médicos. “Acreditamos que a cura do câncer para ser válida deve chegar até nós através de médicos humanitários, porquanto uma realização dessas, na expressão positiva com que se apresentar, pertence ao domínio da ciência médica, que há tanto tempo se empenha em trazer ao mundo essa conquista. Aqui cabe pensar: médicos entendidos porque estamos certos de que os cientistas desencarnados estão auxiliando aos cientistas da Terra que se consagram ao BEM.”

Queridos leitores, reflitamos sobre o assunto. Todos nós ficamos assustados quando sabemos desta doença terrível, mas se entrarmos em desespero a tendência é piorar. Tenhamos mais fé, procuremos pessoas e conversações otimistas, fujamos das pessoas negativas, busquemos a nossa religião e acreditemos em nosso médico terreno. 

Se perseverarmos, tenhamos uma certeza que estamos no caminho da cura. Confiança em Deus e confiança na medicina terrena, que está  aí, EVOLUÍDA. Não vale a pena  só desânimo, só solidão.  Não vamos chorar por amigos que nos abandonaram. Vamos cultivar aqueles amigos que ficaram conosco, estes sim, são nossos verdadeiros amigos, os outros, aqueles eram apenas, colegas, conhecidos, interesseiros. Olha o exemplo da nossa amiga Olga, sempre alegre e sorridente, passeando com as amigas e ainda ajudando o esposo nas lides da granja. Vale a pena e a vida continua. Todos os momentos em que aqui estivermos confiantes, Deus estará olhando por nós!

Ainda, de Chico Xavier: “AMIGO É AQUELE QUE CHEGA QUANDO TODO MUNDO JÁ SE FOI.”
Aos queridos leitores, amigos, e em especial a dona Olga, deixo o meu carinho, e até terça-feira.
 


PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

PRESENÇA ESPÍRITA 2019-02-26 - Por que carregamos mágoas


POR QUE CARREGAR MÁGOAS

Nestes quatorze anos, como voluntária da Liga Feminina de Combate ao Câncer, escutamos muitas histórias de nossas pacientes, histórias de amor e de terror. E, se algum dia  tivermos a oportunidade de lançar um livro, temos uma certeza, todos ficarão impressionados com as narrativas.

Através de muitas leituras, encontramos o livro “Socorro e Solução”, de José Carlos de Lucca, que fala sobre ressentimento, mágoa, ódio... E veio-me à mente a história de uma paciente, que a cada encontro lembrava das suas mágoas em relação ao marido. 

Um homem narcisista, sem amigos, não conversava com os filhos, só criticava tudo e a todos, inclusive ela, que já tinha perdido o gosto da vida. Foi à procura de um psiquiatra e começou a se tratar. Também, por recomendação recebia atendimento de um psicólogo para ter momentos de conversação, já  que em casa era um mudismo total. 

Aos poucos percebia que alguma coisa estava mudando em relação a ela, mas os especialistas sempre recomendavam para que ela reagisse e que mudasse a sua maneira de pensar e agir, pois  estava sendo uma presa fácil para um câncer. 

E foi o que aconteceu. Sofreu muito com a maldade daquele que ela muito amou. Humilhações, palavras ásperas e um abandono total da parte dele.

O tempo passou, fez quimioterapia, radioterapia, e foi em busca do atendimento espiritual. Com a ajuda do médico terreno, que muito a ajudou, conseguiu sair de todo aquele sofrimento. Buscou amigos, atendimento psicológico e hoje ela é outra pessoa.

Sabemos que o ressentimento é um grande obstáculo à nossa paz, saúde e prosperidade. A pessoa ressentida, carregando veneno dentro de si mesma, não está em sua melhor forma física, emocional e espiritual, pois a mágoa representa um sentimento negativo que rebaixa a nossa  energia vital, afetando todos os níveis da nossa vida, e como consequência, o ressentido sente apatia, cansaço, tristeza, falta de interesse por tudo e por todos. 

E isso vem refletir negativamente na vida pessoal e profissional. Inconscientemente, a pessoa acredita que ficando ressentida, punirá a pessoa que a feriu, quando, na verdade, ela está ferindo a si própria. Queremos que a pessoa sinta culpa pelo mal que nos fez. 

E isto é uma mágoa cruel, pois quem está sofrendo é quem adoeceu e aquele que nos machucou pode até nem se importar com o nosso sofrimento. A cura do ressentimento é o perdão. É estarmos com a nossa alma em paz. A humildade é a mais forte aliada do perdão, pois ele nos ajuda a relativizar as coisas. A não dar a elas a importância exagerada que lhes damos, e nem dar a nós a importância extrema que muitas vezes nos atribuímos.

Vamos pensar melhor com esta reflexão. Não vale a pena guardarmos ressentimentos de marido, esposa, amigos, parentes, filhos... Tudo fica muito pequeno quando pensamos que estamos aqui na Terra em viagem passageira. Nada iremos levar. 

A casa que foi comprada com sacrifícios, o carro, a conta bancária, as joias, enfim, tudo o que é material. Levaremos o que de bom fizemos, através das nossas ações, do bem querer, da amizade sincera, do dever cumprido. Isso sim, é o que levaremos.

Chico Xavier, recomenda: “ O horizonte é sempre mais nobre e a estrada sempre mais sublime, desde que a oração permaneça em tua alma em forma de confiança e de luz”.

Aos queridos leitores e amigos deixo o meu carinho e até terça-feira.

PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid

quarta-feira, 14 de março de 2018

PRESENÇA ESPÍRITA 2018-03-13 - Quantos amigos tenho?


QUANTOS AMIGOS TENHO?

Como voluntária da Liga Feminina de Combate ao Câncer, escuto muitas histórias das nossas pacientes. Hoje vou relatar uma história que uma amiga, muito querida, que também passou pela quimioterapia em Porto Alegre. 

Dizia ela: Conheci uma moça, solteira, e que quando saudável, recebia em todos os finais de semana, mais ou menos uns trinta colegas para fazer festas em seu apartamento. Quando ficou sabendo que estava com câncer, todos sumiram, ficando somente com três amigos: o telefone, a TV e o motorista do táxi, pois ele a ajudava a subir e descer as escadas a cada sessão de quimioterapia. 

O carro desta paciente, estava na garagem há mais de três anos, sem andar. Tinha uma irmã, do outro lado da cidade, que raras vezes a visitava. Então, o questionamento: Vejam, o que acontece com a gente quando ficamos doentes. Cadê os amigos? Estas e muitas outras indagações chegavam à mente desta moça. Doente, abandonada pelos “amigos”...

Certa vez, Chico Xavier foi indagado a respeito dessa doença e se a cura viria através de médiuns ou médicos? Ele respondeu: “Acreditamos que a cura do câncer para ser válida deve chegar até nós através de médicos humanitários, porquanto uma realização dessas, na expressão positiva com que deve se apresentar, pertence ao domínio da ciência médica, que há tanto tempo se empenha em trazer ao mundo essa conquista. 

Aqui, cabe pensar: médicos, sejam por médicos entendidos porque estamos certos de que os cientistas desencarnados estão auxiliando aos cientistas da Terra que se consagram ao bem".

Reflitamos sobre a história narrada. Todos nós nos assustamos quando sabedores desta doença, que é terrível, mas se entrarmos em desespero a tendência é piorar. Tenhamos fé, procuremos pessoas e conversações otimistas, fujamos das pessoas negativas, procuremos ler textos de autoajuda, busquemos a nossa religião e acreditemos em nosso médico terreno. 

Se pudermos fazer um pouquinho disso, tenhamos a certeza que seremos curados. Confiança em Deus, acima de tudo. Confiança na medicina terrena que evoluiu muito. Não vamos chorar pelos amigos que nos deixaram. 

Não eram nossos amigos, eram somente conhecidos e colegas. Não vale a pena lembrá-los. Cultivemos, com muito carinho, aqueles que permaneceram conosco, estes si, são nossos amigos! Acreditem na mensagem da nossa querida Teresa de Calcutá, que recomenda: ”Enquanto estiveres viva, sente-te viva. Não vivas de fotografias amarelecidas. Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti. Faze com que, em vez de pena, te tenham respeito. Quando já não conseguires caminhar, usa uma bengala. MAS NUNCA TE DETENHAS!".

Aos queridos leitores(as) deixo o meu carinho, e o incentivo da coragem, do amor e de ser mulher com paz e dignidade. Muita força! Até terça-feira.

PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

PRESENÇA ESPÍRITA 2017-10-24 - Uma história vivida

UMA HISTÓRIA VIVIDA

Estamos vivendo o outubro rosa, e para nós que somos voluntárias da Liga Feminina de Combate ao Câncer, sentimos a necessidade de compartilhar as experiências vividas com irmãos que lutam pela vida. Todas as semanas estamos recebendo novos pacientes, novos dramas, novas histórias. 

E, hoje, relendo estas histórias, revejo um encontro, que foi muito especial, e quero fazer este relato para que as pessoas sintam e vejam os dramas que muitos doentes enfrentam, pala falta de atenção de seus familiares. 

Encontramos dona Noemi, sozinha, na sala de quimioterapia (já há alguns anos atrás), muito triste, deprimida, no fundo do poço e delicadamente, ela começou a contar a sua história. Seu marido, sem paciência, muito agressivo lhe dizia palavras ásperas por não aceitar a volta do câncer. Além disso, tinha um filho, que se preparava para ser juiz, e que também lhe magoava, dizendo-lhe que ela fingia. Escutávamos esta irmã no seu desabafo. 

E continuava, contando que ela, era muito rica e que a vida toda não precisou de empregados, pois ela mesma preferia cuidar dos seus móveis e louças, e cristais caros... e o que lhe restara hoje? Estava ela, mal podendo andar e agarrando-se entre os móveis. 

Todos a ignoravam. Então resolvera criar grandes tiras de papel com frases  ásperas e duras, colocando em toda a  cozinha. Chegou a mudar para o quarto de hóspedes. Comprou um cachorrinho para conversar, e que também estava sendo maltratado. 

O desespero era tanto e o sofrimento maior ainda daquela irmã que nos confiou o seu drama. E pedia ajuda. Escutei-a, carinhosamente, e lhe orientei, que a partir daquele dia, mudasse o seu comportamento, começando na retirada daquelas tiras negativas e substituí-las com frases positivas, como: “  Eu tenho fé em Deus”. “ Jesus é o médico e Ele vai me curar”. “Eu sou feliz, posso tomar remédios”. “A medicina terrena será vitoriosa”. “ Eu ganhei amigos que estão segurando a minha mão”...  

E, assim ela procedeu. Quinze dias após, dona Noemi chegou para uma nova sessão, muito alegre, de mãos dadas com o marido e junto, seu filho. Deu-me, ela, uma piscada e entendi o recado. Seu filho. Seu filho, ligou-me da cidade onde moravam e conversou muito sobre tudo, e graças a Deus, a compreensão e o atendimento fraterno voltou àquela família.

Queridos leitores, esta história precisava ser conhecida, pois jamais imaginamos semelhante situação com pessoas abastadas, educadas e esclarecidas. Não custa nada a palavra de consolo, de conforto, de coragem, de fé, de resignação, de compreensão. 

A Doutrina Espírita está aí para ajudar aquela que realmente quer ser ajudado. Nós temos uma missão e procuramos fazer o melhor possível. Nosso querido, Chico Xavier, nos orienta: “Quando a provação te visite, a modo de ventania destruidora, sofre com paciência e colherá dela renovado vigor semelhante à árvore que se refaz pela angústia da poda. 

E toda vez que sejamos induzidos a condenar alguém por essa ou aquela falta, inventariemos nossas próprias fraquezas e reconheceremos de pronto que nos encontramos de pé, em virtude da paciência inexorável de DEUS”.

Vamos pensar mais sobre estas mazelas, deste outubro rosa, e vamos em busca da ajuda. Precisamos do médico terreno, dos amigos, e principalmente, acreditarmos na medicina Divina. Tenhamos força e busquemos ajuda em nosso credo religioso, só assim o fortalecimento virá. Confiemos sempre!

Aos queridos leitores, amigos, pacientes que atendemos, deixo o meu carinho e até terça-feira, com muita luz!


PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid

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