Estamos vivendo o outubro rosa, e
como voluntária da Liga Feminina de Combate ao câncer, somos rosa o ano
inteiro, escutando histórias das nossas e nossos pacientes, relembramos relatos
emocionantes, e dentre eles, seguidamente encontramos uma paciente, que se
tornou nossa amiga, é a dona Olga.
Podemos dizer que a dona Olga é uma paciente
vitoriosa pelo seu otimismo e pela sua perseverança em relação a doença. Ela, é
um exemplo de vida.
Quando a conhecemos, na sala de quimioterapia, ela nos
relatou uma história que viveu em Porto Alegre, quando no início do seu
tratamento, dizia ela: “Conheci uma moça, solteira e que, quando saudável,
recebia em todos os finais de semana, mais ou menos umas trinta colegas para
confraternizar em seu apartamento. Eram encontros maravilhosos.
Quando ficou
sabendo que estava com câncer, todas sumiram, ficando somente com três amigos:
o telefone, a televisão e o motorista do táxi, pois ele a ajudava a subir e a
descer as escadas, a cada sessão de quimioterapia. O carro dela, estava na
garagem, parado há três anos. Tinha um irmã, do outro lado da cidade, que raras
vezes a visitava. Ela, então se questionava: Vejam, o que acontece com a gente
quando ficamos doentes ? Cadê os amigos?”
Quantas indagações chegavam na
mente desta paciente, doente e abandonada por aqueles que se diziam seus
amigos. Tristeza, desalento e infelicidade. Nosso querido Chico Xavier, certa
vez foi perguntado a respeito desta doença e se a cura viria através de médiuns
ou médicos. “Acreditamos que a cura do câncer para ser válida deve chegar até
nós através de médicos humanitários, porquanto uma realização dessas, na
expressão positiva com que se apresentar, pertence ao domínio da ciência
médica, que há tanto tempo se empenha em trazer ao mundo essa conquista. Aqui
cabe pensar: médicos entendidos porque estamos certos de que os cientistas
desencarnados estão auxiliando aos cientistas da Terra que se consagram ao
BEM.”
Queridos leitores, reflitamos
sobre o assunto. Todos nós ficamos assustados quando sabemos desta doença
terrível, mas se entrarmos em desespero a tendência é piorar. Tenhamos mais fé,
procuremos pessoas e conversações otimistas, fujamos das pessoas negativas, busquemos
a nossa religião e acreditemos em nosso médico terreno.
Se perseverarmos,
tenhamos uma certeza que estamos no caminho da cura. Confiança em Deus e
confiança na medicina terrena, que está
aí, EVOLUÍDA. Não vale a pena só
desânimo, só solidão. Não vamos chorar
por amigos que nos abandonaram. Vamos cultivar aqueles amigos que ficaram
conosco, estes sim, são nossos verdadeiros amigos, os outros, aqueles eram
apenas, colegas, conhecidos, interesseiros. Olha o exemplo da nossa amiga Olga,
sempre alegre e sorridente, passeando com as amigas e ainda ajudando o esposo
nas lides da granja. Vale a pena e a vida continua. Todos os momentos em que
aqui estivermos confiantes, Deus estará olhando por nós!
Ainda, de Chico Xavier: “AMIGO É
AQUELE QUE CHEGA QUANDO TODO MUNDO JÁ SE FOI.”
Aos queridos leitores, amigos, e
em especial a dona Olga, deixo o meu carinho, e até terça-feira.
PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid


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