quarta-feira, 25 de outubro de 2017

PRESENÇA ESPÍRITA 2017-10-24 - Uma história vivida

UMA HISTÓRIA VIVIDA

Estamos vivendo o outubro rosa, e para nós que somos voluntárias da Liga Feminina de Combate ao Câncer, sentimos a necessidade de compartilhar as experiências vividas com irmãos que lutam pela vida. Todas as semanas estamos recebendo novos pacientes, novos dramas, novas histórias. 

E, hoje, relendo estas histórias, revejo um encontro, que foi muito especial, e quero fazer este relato para que as pessoas sintam e vejam os dramas que muitos doentes enfrentam, pala falta de atenção de seus familiares. 

Encontramos dona Noemi, sozinha, na sala de quimioterapia (já há alguns anos atrás), muito triste, deprimida, no fundo do poço e delicadamente, ela começou a contar a sua história. Seu marido, sem paciência, muito agressivo lhe dizia palavras ásperas por não aceitar a volta do câncer. Além disso, tinha um filho, que se preparava para ser juiz, e que também lhe magoava, dizendo-lhe que ela fingia. Escutávamos esta irmã no seu desabafo. 

E continuava, contando que ela, era muito rica e que a vida toda não precisou de empregados, pois ela mesma preferia cuidar dos seus móveis e louças, e cristais caros... e o que lhe restara hoje? Estava ela, mal podendo andar e agarrando-se entre os móveis. 

Todos a ignoravam. Então resolvera criar grandes tiras de papel com frases  ásperas e duras, colocando em toda a  cozinha. Chegou a mudar para o quarto de hóspedes. Comprou um cachorrinho para conversar, e que também estava sendo maltratado. 

O desespero era tanto e o sofrimento maior ainda daquela irmã que nos confiou o seu drama. E pedia ajuda. Escutei-a, carinhosamente, e lhe orientei, que a partir daquele dia, mudasse o seu comportamento, começando na retirada daquelas tiras negativas e substituí-las com frases positivas, como: “  Eu tenho fé em Deus”. “ Jesus é o médico e Ele vai me curar”. “Eu sou feliz, posso tomar remédios”. “A medicina terrena será vitoriosa”. “ Eu ganhei amigos que estão segurando a minha mão”...  

E, assim ela procedeu. Quinze dias após, dona Noemi chegou para uma nova sessão, muito alegre, de mãos dadas com o marido e junto, seu filho. Deu-me, ela, uma piscada e entendi o recado. Seu filho. Seu filho, ligou-me da cidade onde moravam e conversou muito sobre tudo, e graças a Deus, a compreensão e o atendimento fraterno voltou àquela família.

Queridos leitores, esta história precisava ser conhecida, pois jamais imaginamos semelhante situação com pessoas abastadas, educadas e esclarecidas. Não custa nada a palavra de consolo, de conforto, de coragem, de fé, de resignação, de compreensão. 

A Doutrina Espírita está aí para ajudar aquela que realmente quer ser ajudado. Nós temos uma missão e procuramos fazer o melhor possível. Nosso querido, Chico Xavier, nos orienta: “Quando a provação te visite, a modo de ventania destruidora, sofre com paciência e colherá dela renovado vigor semelhante à árvore que se refaz pela angústia da poda. 

E toda vez que sejamos induzidos a condenar alguém por essa ou aquela falta, inventariemos nossas próprias fraquezas e reconheceremos de pronto que nos encontramos de pé, em virtude da paciência inexorável de DEUS”.

Vamos pensar mais sobre estas mazelas, deste outubro rosa, e vamos em busca da ajuda. Precisamos do médico terreno, dos amigos, e principalmente, acreditarmos na medicina Divina. Tenhamos força e busquemos ajuda em nosso credo religioso, só assim o fortalecimento virá. Confiemos sempre!

Aos queridos leitores, amigos, pacientes que atendemos, deixo o meu carinho e até terça-feira, com muita luz!


PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

PRESENÇA ESPÍRITA 2017-10-17 - A velhice não tem idade


A VELHICE NÃO TEM IDADE

Estamos vivendo o mês do idoso, e muitos leitores e conhecidos nos interpelam para falarmos sobre como a Doutrina Espírita interpreta o envelhecimento. Todos, sabemos que não estamos acima desta contingência da vida, porém vemos com muita naturalidade. 

Tudo que envelhece está sujeito a transformações. A juventude e a maturidade é que nos trazem algumas intempéries, mas precisamos guardar os bons momentos. Todos que aproveitaram esta época de suas vidas para aprender, com certeza desenvolveram muita sabedoria. 

Todos os dias é uma renovação constante e precisamos renovar esperanças de lutas, vivências, buscas para vencermos os fatores naturais da vida.

O homem tem a idade da vida e só temos uma certeza, a vida é a única doença incurável, dela adoecemos ao nascer, e só por isso, morreremos um dia. Em, O Livro dos Espíritos, questão 685, Allan Kardec indagou aos Espíritos: “Tem o homem o direito de repousar na velhice?” “Sim, que a nada é obrigado, senão de acordo com as suas forças.” 

E o que vemos nos dias atuais? O idoso ao chegar nesta idade tem muitas condenações, quer pela sociedade, quer pela família. 

Muitas situações discriminativas que vimos e ouvimos no dia a dia. Observa-se, através de relatos, que muitos idosos tem que morar com seus filhos, e estes, pelo temperamento e outros motivos são ásperos, rebeldes, sem paciência e intolerantes com seus velhinhos. 

Chamam-lhe  a atenção no esquecimento com corrigendas no vocabulário e muitas outras situações tristes que vivem dentro de casa, e esquecem da atenção e o carinho do qual necessitam, ocasionando a eles, a tristeza, a frustração, o isolamento e até a depressão. Escutamos, também, idosos doentes, desprezados pela família, jogados nas casas de repouso e quão poucos, recebem visitas.
Ser idoso, não significa o fim. 

A velhice não tem idade. O idoso tem lições valiosas em sua bagagem e vivência. Vamos conversar mais, ouvi-lo mais, passear mais, não importando de que maneira. Olhemos o nosso idoso com respeito e carinho, mas jamais com piedade. Ele, é o nosso retrato do amanhã! É, no convívio deste ser humano, que encontramos um elemento que não se costuma fazer pesar na balança. Esse elemento é a EDUCAÇÃO, não a educação intelectual, mas a educação moral. 

Amemos e respeitemos nossos idosos, pois foram eles que nos escoraram com o teto da experiência, dando-nos a base para sermos o que somos.

Aos queridos leitores, amigos e conhecidos deixo o meu carinho e um obrigada pela força que temos recebido. Até terça-feira com muita luz!

PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

PRESENÇA ESPÍRITA 2017-10-10 - Mortes coletivas, por quê?

MORTES COLETIVAS, POR QUÊ?

Recebemos de alguns leitores, sugestão para que enfocássemos a visão espírita, no que tange ao ocorrido em Minas Gerais, sobre a tragédia do incêndio da creche, no qual ocasionou no desencarne de muitas crianças.

Allan Kardec em “O Livro dos Espíritos”, na terceira parte que fala sobre a “ Lei de destruição”, após interrogação aos benfeitores da humanidade sobre o que pretende a divindade com estas mortes coletivas, com surpresa, eles disseram que era para fazer a sociedade progredir, além deste tipo de desencarnação, também aqueles que acontecem através de fenômenos naturais, e Kardec, também questiona que entre uma ocorrência a outra, muitos inocentes são vítimas de tais desastres, e os benfeitores respondem que tudo acontece através de códigos das leis soberanas, e neste caso, a “Lei de Causa e Efeito”, estabelece parâmetros dos resgates coletivos que já estão na programação evolutiva do ser humano. 

Na tragédia  ocorrida na creche, houve uma pré-programação da Divindade, já que todas aquelas vítimas estavam vinculadas entre si para que isso ocorresse. Todos somos surpreendidos e apavorados com tamanha insensatez, mas no plano espiritual o atendimento, também é coletivo, pois grande número de benfeitores se encarregam de fazer o atendimento, Todos são atendidos com médicos, enfermeiros e ambulâncias.

Nosso médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco, em certa ocasião foi indagado, para que explicasse o porquê de uma criança que morre de forma trágica nasce predestinada a morrer desta forma. 

Ele, responde: “Não há uma destinação para o fatalismo negativo. Uma criança que é vítima de situações deploráveis, pela imprudência ou perversidade, pela alucinação humana ou pelos fatores hoje existentes na Terra, não estava programada para morrer dessa forma, porque essa fatalidade anularia a lei do livre-arbítrio. Desencarnar é uma fatalidade, mas isso ocorrerá de maneira compatível com o mérito ou débito que traga de existências passadas. Se é um débito muito forte, as circunstâncias naturalmente se apresentarão dolorosas, lamentáveis e chocantes, se é de menor importância, a sua desencarnação será suave e sem traumas.” 

E Divaldo, acrescenta: Quando a criança chega ao mundo espiritual, ela é recebida carinhosamente. Espíritos generosos que lhe programaram a reencarnação recebem-na e na conduzem a verdadeiros educandários, por falta de uma outra palavra, que são colônias onde se vão desenvolvendo, como se estivessem na Terra.”

Depois desta consolação, o que precisamos fazer? Orar e orar por todas aquelas crianças, adultos, familiares ... A VIDA CONTINUA!

Aos queridos amigos e leitores, deixo o meu carinho, esperando que tenhamos respondido a sugestão. Até terça-feira.

PRESENÇA ESPÍRITA

Maria Loní Madrid

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

PRESENÇA ESPÍRITA 2017-10-03 - Plantação e colheita


PLANTAÇÃO E COLHEITA

Muitas pessoas ficam impressionadas quando escutam que a plantação é facultativa, mas a colheita é obrigatória. Dizem até que é castigo divino. Deus não castiga ninguém, Ele, nos ama. ”O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles”. Essa é a Lei de Amor, a lei divina que deve reger nossa existência e está  escrita em nossa consciência. 

Nem todos a compreendem. Aqueles que a entendem melhor são os homens de bem, que procuram praticá-la e nossa inteligência nos permite distinguir o bem do mal. 

As Leis Divinas corrigem os nossos erros e excessos, sentimo-nos mal e adoecemos. Deus nos dá a justa medida do que necessitamos. A Lei de Deus é a mesma para todos. Se praticarmos o mal, não seremos poupados: plantamos o que desejamos, mas colheremos, inevitavelmente a mesma natureza daquilo que semeamos... 

Muitas vezes, plantamos hoje o que iremos colher em outra encarnação. Vamos receber o retorno dos nossos atos. Safra de amor ou de angústia e dor- depende apenas de nos mesmos, do nosso livre arbítrio.

Existem aqueles que padecem terríveis necessidades, como também há aqueles que, desejando provar a própria resignação diante de Deus, reencarnam em condições difíceis e nos dando exemplos de fé e perseverança. 

Todos aqueles que reencarnam recebem oportunidades de progresso, resgatando os males que cometeram. Temos ainda informações, através da mediunidade, que muitos espíritos pedem para virem nestas condições difíceis; uns paraplégicos, outros surdos, mudos, com total hidrocefalias, e no entanto, a vida está aí, ela continua... mas não estamos aqui para julgarmos ninguém. 

Todos terão oportunidades de progresso, na reencarnação e voltam, alguns, empreendendo a semeadura do bem, depois de atravessarem o terreno que cultivaram com as sementes da dor. Convivemos com pessoas amargas, que reclamam de tudo e de todos, que são ásperas, carrancudas e egoístas, que se dizem não precisar de ninguém., mas no futuro colherão estes frutos amargos que eles mesmos plantaram. 

Não cabe julgá-los, mas ampará-los com preces e vibrações, pedindo a Deus que os ilumine, para que possam arrepender-se, e quem sabe, modificar seu comportamento, ainda nesta encarnação. Pensemos melhor, mas não vamos ferir o nosso irmão com frases mal empregadas, como: Você está colhendo o que plantou! 

É muito triste ouvirmos desta maneira. Sejamos mais benevolentes com o irmão, usando um tom de voz mais doce, mais bondosa: “Tudo passa, querido irmão, mas não esqueças que a semeadura é facultativa mas a colheita é obrigatória!” E tenham certeza, o entendimento ficará no coração daquele que está ouvindo.

Nosso querido Chico Xavier, recomenda: ”Acendamos a luz, onde as trevas se adensem; articulemos tolerância, ao pé da agressividade; envolvamos as farpas da cólera em algodão de brandura; conduzamos a paz por fonte viva sobre a discórdia, toda vez que a discórdia se faça incêndio destruidor. Você pode!”

Aos queridos leitores, amigos e ouvintes, deixo o meu carinho, e até terça-feira. Muita paz!


PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid

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