RENOVAÇÃO MORAL
Temos lido muitas obras do
querido médium e orador espírita, Divaldo Pereira Franco, a quem tivemos o
privilégio do diálogo pessoal e realizarmos duas entrevistas, quando aqui se fez presente.
Nestas leituras, chamou-me a
atenção quando ele aborda o assunto da renovação moral, isto é,
especificamente, no que tange ao conflito conjugal em que as famílias estão
enfrentando nos dias de hoje. E, ele cita, na pergunta 685, letra A, de O Livro
dos Espíritos, que fala a respeito do dever dos filhos em relação aos pais
idosos, no momento em que suas forças se debilitam, e os pais se sentem numa
situação deplorável.
Os exemplos estão aí, todos os dias, é só olhar a TV, ler
a coluna policial... E Kardec, afirma que não se trata da educação formal,
através dos livros, mas a educação moral, aquela que tem a ver com os nossos
valores de natureza ética, porque a educação é o maior inimigo da crueldade e
do materialismo.
E como impedir a presença dos conflitos conjugais? “Mantendo
uma postura espiritual, vivendo religiosamente, abraçando o amor como sendo a
nossa âncora de salvação. Quando a união se alicerça na espiritualidade, os
cônjuges podem dialogar com tranquilidade, desculpar-se um perante o outro,
falar de suas dificuldades, explicar os problemas que os atormentam, as
necessidades interiores que lhes caracterizam a alma, abrir o coração.
Não se
trata dessas confissões vulgares em que a pessoa pede perdão, arrepende-se e
volta a repetir o mesmo erro, o mesmo engano, mas sim de uma atitude positiva
de solidariedade, de respeito, de comunhão, de alta consideração.
Só o momento
em que a ternura toma conta da criatura é que o amor se expressa e pode haver
uma coabitação afetiva.”
E Divaldo continua, com a sua sabedoria, discorrendo
sobre o tema; “Há, no indivíduo, a necessidade de conjugar seu sentimento com
outrem, de fundir-se no outro, e naturalmente a carícia, a ternura e o amor
verdadeiro fazem com que a família esteja perfeitamente estruturada.” E,
Divaldo, encerra dizendo: “Os dedos das mãos nasceram na mesma hora, mas são
diferentes, para poder ajustar-se no ato de pegar. Nós somos diferentes uns dos
outros, mas que as nossas diferenças sirvam para nos ajudar na verdadeira
união”. Reflitamos sobre o assunto e prestemos um pouco mais de atenção nos
afetos que estão ao nosso lado. Pensemos com carinho, e iniciemos um novo ano
com uma caminhada nova.
Deixo uma mensagem de Chico
Xavier: “Não sacrifique a paz do lar com discussões e conflitos, a pretexto de
honorificar essa ou aquela causa da humanidade, porque a dignidade de qualquer
causa da humanidade começa no reduto doméstico”.
PRESENÇA ESPÍRITA
Maria Loní Madrid




















